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O que psicólogos precisam saber sobre contabilidade?

Todos sabemos que lidar com números é um grande tabu. Simplesmente não somos educados para tratar sobre esse tipo de tema. A contabilidade, então, é algo que a maioria dos profissionais fogem, pelo fato de que poucos compreendem os números e como eles funcionam em uma empresa. Os psicólogos? Estes podem ser um dos mais afetados nessa hora. O profissionais da saúde mental dificilmente abordam esse tipo de tema durante a faculdade e, quando se formam, percebem o quanto saber um pouco sobre contabilidade pode fazer falta na hora de abrir seu consultório.

Após a formatura, você se sentiu afogado rotina acelerada e atarefada, não é mesmo? A vontade de fazer seu consultório crescer é grande, mas as responsabilidades financeiras podem assustar! E não se preocupe! Este tipo de situação é normal e é provável que falte tempo para que você tenha tempo suficiente para se dedicar a este tipo de tarefa, às vezes, você não consegue nem cuidar da própria vida social, né?

Mas se acalme, pois existem muitas soluções que podem ajudar você nesses momentos de incertezas! Uma das soluções mais práticas é contratar um serviço de contabilidade, que irá dar todo o suporte que você necessita!

Por isso, para você não ficar perdido na hora de contratar esse tipo de serviço (ou tentar por conta própria dar um jeito nas suas finanças), nós preparamos esse post para você, que quer entender um pouco mais sobre esses números e outras burocracias. Vamos lá?

1. Qual o papel do enquadramento fiscal?

Apresentaremos a você, Psicólogo, possibilidades de enquadramento fiscal (seja em Livro Caixa ou Constituição de CNPJ), com o intuito de garantir a correta prestação de contas junto as classes municipais, estaduais e federais.

Com o enquadramento fiscal correto, você poderá reduzir o valor dos impostos que precisam ser recolhidos, promovendo, assim, um impacto positivo no orçamento da sua clínica.

Boa parte dos psicólogos e pessoas da área da saúde, desconhece quais são os regimes tributários que sua clínica pode adotar, e muitos não sabem como diferenciá-los na hora de efetuar o enquadramento fiscal que seja mais vantajoso.

Ressaltamos que um contador é o profissional que mais conhece sobre esse tema, e é ele que irá orientá-lo na hora de tomar a melhor decisão.

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2. Mas antes, o que é Livro Caixa?

Antes de mostrarmos a você o enquadramento pelo Livro Caixa, explicaremos sobre o termo para que possa compreender melhor. Livro caixa é um documento que pode ser utilizado nas atividades de uma empresa, de qualquer porte, onde é efetuado os registros de entrada e saídas de dinheiro.

Com o livro caixa ficam registrados os recebimentos, pagamentos de um período diário, mensal ou anual, por exemplo, pagamento dos funcionários, caso você tenha. As empresas que optam pelo Simples Nacional são obrigadas por lei a declararem os valores do fluxo do caixa. Por isso, é importante que os fluxos de entrada e saída estejam organizados.

2.1 Simples Nacional

Simples Nacional é um regime tributário, que determina formas de arrecadação, cobrança e fiscalização de tributos voltados para as micros e pequenas empresas.

Ele foi criado pela Lei Geral da Microempresa, que procurou oferecer um tratamento diferenciado para as PMEs (Pequenas e Médias Empresas) com benefícios tributários e não tributários. O seu objetivo é estimular a atividade econômica de pequenos negócios.

Antes do Simples, pequenos negócios pagavam impostos federais, estaduais e municipais por meio de guias e datas separas.

2.2 Como fazer o Livro Caixa

Para montar um livro de registro caixa, é possível utilizar planilhas em papel ou no Excel, exibindo as informações que identificam este documento.

Para ser criado um livro caixa, é necessário conter as colunas:

Data: é preciso identificar as datas para o melhor controle do fluxo de caixa da empresa. É possível também separar em diferentes planilhas diárias, caso o fluxo diário seja muito intenso;

  •  Histórico: o histórico é o espaço reservado para que sejam identificados os motivos da transação, por exemplo, “Pagamento ao fornecedor” ou “Recebimento do cliente”;
  •  Entradas: os fluxos de entrada identificam os recebimentos que a empresa possui no período, em dinheiro ou débito em conta;
  •  Saídas: os fluxos de saída identificam valores que são pagos por parte da empresa no período indicado, em dinheiro ou crédito em conta;
  •  Saldo final: é importante identificar o saldo que indica a diferença entre as entradas e saídas. Esse resultado é o quanto a empresa tem em caixa no momento.

2.3 Como preencher o livro caixa

Como dito antes, o Livro Caixa contém o registro de todos os recebimentos e pagamentos efetuados pelo Psicólogo. Nele, ficam registrados os dados de um período diário, mensal ou anual, como os pagamentos a fornecedores, por exemplo.

Essas despesas podem ser, também, quantias despendidas da aquisição de materiais de escritório, de conservação, limpeza e de produtos de qualquer natureza que sejam usados e consumidos na sua clínica. Ou seja, todos os bens materiais que são usados para reparo e conservação, e que serão dedutíveis no Livro Caixa, quando for realizado no ano calendário.

É necessário que no Livro Caixa sejam registrados os recebimentos e pagamentos de forma cronológica. Veja o exemplo da imagem:

Para fins de cálculos do seu Imposto de Renda, você poderá considerar como despesas dedutíveis do livro caixa, até o valor limite da sua receita:

  • Pagamento de salário de funcionários, incluindo férias, 13º salário e INSS;
  • Despesas com terceiros referente a custas de cartórios, despesas judiciais e extrajudiciais ligados a sua atividade;
  • Despesas pagas mensalmente, que estão diretamente associadas a sua atividade, ou seja, despesas que são necessárias para que o atendimento do seu paciente ocorra.

Além dos itens citados acima, as despesas escritas no Livro Caixa podem ser geradas por serviços prestados tanto a pessoas físicas quanto a pessoas jurídicas.

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3. Tributação por CNPJ

A partir de Janeiro de 2018, foi autorizado que os Psicólogos possam optar por prestar conta de seus rendimentos, partindo da criação de um CNPJ e enquadrando no Simples Nacional. Com isso, os rendimentos passam a ser tributados partindo de uma única fração de 6%, seguindo algumas regras previstas em lei.

Essa opção simplifica a obrigação de demonstrações das despesas, gerando uma possível economia de desembolso tributário, principalmente relativo ao imposto de renda da Pessoa Física.

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Independente do regime de tributação escolhido, um bom acompanhamento dos resultados trará a certeza de que você está prestando conta da sua atividade conforme é previsto em lei, e de forma a garantir o melhor planejamento de tributação aplicado a você.

Esse post foi feito em parceria com a CYTA Escritório de Assessoria Contábil. Telefone (34) 3210-5992

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