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Histórias que Cuidam, com Thiago Fonseca 

Academia do Psicólogo
Academia do Psicólogo

No Mês do Psicólogo, abrimos espaço para dar voz a quem escuta com empatia, cuida com ética e transforma com presença. 

Thiago Costa Fonseca é psicólogo em Uberaba (MG), atua com Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e neuropsicologia, atende crianças, adolescentes e adultos, também é servidor público municipal. Cliente PsicoManager desde 2016, ele nos mostra que ser psicólogo é, acima de tudo, um exercício profundo de compreensão, conexão e coragem, inclusive para reconhecer e valorizar a própria neurodivergência como ferramenta clínica. 

Na 1ª edição da série Histórias que Cuidam, Thiago compartilha como transformou desafios pessoais em caminhos de escuta genuína e como a tecnologia pode ser uma aliada no cuidado com os outros e com a própria rotina profissional. 

Qual foi a virada de chave que te fez escolher a Psicologia? 

Desde os sete anos, eu tentava entender o comportamento das pessoas, buscava padrões, mas não conseguia me encaixar. Um dia, assisti a uma entrevista com uma psicóloga na TV e me encantei. Mesmo sem entender totalmente, decidi que queria ser psicólogo. Nunca mais tirei isso da cabeça. Com o tempo, fui me aprofundando, especialmente na neurociência, meu grande xodó. 

O que a formação em Psicologia não te ensinou, mas a prática te mostrou? 

A lidar com crianças negligenciadas, vítimas de abuso, ou adultos diagnosticados tardiamente que passaram a vida tentando se encaixar. A graduação pincela essas realidades, mas nada te prepara de verdade. É na prática, no aqui e agora, com busca constante por supervisão e estudo, que você aprende a acolher essas histórias tão pesadas. 

Se pudesse voltar no tempo, o que diria para você no início da graduação? 

“Fica tranquilo. Tudo vai dar certo. Suas dificuldades e seu diagnóstico não te limitam, eles vão te ajudar a ser o psicólogo que você gostaria de ter encontrado.” Eu demorei a aceitar que era autista, e isso foi doloroso. Mas hoje vejo que isso me aproxima dos meus pacientes, porque eu os entendo de verdade. 

O que você gostaria que mais pessoas soubessem sobre a realidade da clínica? 

Que não existe perfeição. Nem sempre temos as respostas, muitas vezes só temos o silêncio e os sentimentos (sim, somos humanos). Mas é nesse espaço que acontecem as descobertas, as emoções, a aceitação, a resistência e o crescimento. Ser psicólogo é se permitir sentir. É a arte do encontro, como dizia Jung. 

O que te inspira a continuar, mesmo nos dias difíceis? 

O brilho nos olhos dos pacientes quando se sentem compreendidos. Aquele sorriso sincero quando descobrem que podem ser quem são, sem culpa. A valorização das pequenas conquistas, que na verdade são gigantes. Acompanhar evoluções e libertações. Isso me reconforta e me estimula a continuar. 

O que mudou na sua rotina desde que começou a usar o PsicoManager? 

Muita coisa! São quase nove 9 anos de uso e acompanhei várias evoluções. A agenda, os pagamentos, os lembretes, a anamnese, o App do Paciente… tudo isso facilita demais o dia a dia. É intuitivo, prático e agiliza muito. 

Qual sua funcionalidade favorita no sistema? 

Gosto muito dos lembretes, do App dos Pacientes, da parte financeira e dos modelos de anamnese que posso personalizar. Agora, estou com grandes expectativas para a IA de transcrição de evoluções, isso vai otimizar ainda mais minha rotina. 

Um desafio que te ensinou muito: 

Aceitar e compreender mais sobre mim, que sou autista, com Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e Altas Habilidades/Superdotação (AH/SD). Foi difícil, mas transformador. Hoje, muitos pacientes se identificam comigo, e isso cria uma conexão forte. O que antes eu queria esconder acabou se tornando o que mais me aproxima deles. 

Sua maior conquista até agora: 

Estar onde estou. Formar, concursar, atender, são grandes conquistas. Diante das barreiras que enfrentei num mundo que não foi feito para neurodivergentes, isso é uma grande conquista. Eu sempre achei que não conseguiria e fui além do que imaginei. 

Um livro que todo psicólogo deveria ler: 

A série “Mentes”, da Ana Beatriz Silva. São 10 livros de leitura simples e acessível. 

Uma música que te conecta com a profissão: 

Toda a discografia do Yiruma e a música Day One, do Hans Zimmer (trilha do filme Interestelar). 

Uma palavra que define ser psicólogo: 

Compreensão que se transforma em conexão. É traduzir o indescritível, validar o que foi negado, até que o “eu não me entendo” vire “ah, então era isso”. A gente ajuda a plantar sementes que o próprio paciente vai colher no tempo dele. 

Uma dica para quem está começando na Psicologia: 

Se permita viver, sentir e pensar. Se conheça. Não se prenda ao que esperam de você. Só assim você poderá caminhar com o outro. 

Uma frase que representa sua caminhada: 

“Conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana.”, Carl Jung. 

Esta entrevista faz parte da série Histórias que Cuidam, uma homenagem aos profissionais que confiam no PsicoManager para evoluir com autonomia, ética e tecnologia. 

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