Elogios aos Psicólogos do Esporte nas Olimpíadas
Psicólogos nas olimpíadas não ganham medalha. Mas, bem que mereciam. E de ouro!
Neste vídeo, o psicólogo do esporte Eduardo Souza, fala do momento histórico da atuação do psicólogo no Rio 2016. Além disso, dá a dica sobre uma técnica utilizada com os atletas: a mentalização.
Transcrição
Olá para você que me acompanha aqui na Academia do Psicólogo. Hoje, eu não poderia deixar de falar com vocês sobre as Olimpíadas do Rio de Janeiro, que estão acontecendo ao longo desse mês de agosto, né? Eu estou falando assim tão empolgado, porque nós estamos vivenciando um momento histórico. Sim, histórico, pessoal.
A psicologia do esporte no Brasil nunca teve tanta repercussão como teve agora. Uma repercussão positiva. Eu estou com a sensação muito boa de que nossa imagem está sendo mudada e está sendo passada para outros esportistas no Brasil.
E espero que para alguns dirigentes de clubes esportivos, ou até mesmo para quem pratica exercícios físicos, né? De que o diferencial da psicologia esportiva foi responsável pela mudança de desempenho dos atletas. Obviamente que não desmerecendo o grande empenho e o grande apoio, perdão, dos outros profissionais envolvidos com esse atleta. Mas pela primeira vez, depois de muitos anos, esses atletas puderam reconhecer no trabalho psicológico uma tremenda diferença no desempenho.
Exatamente por se tratarem as questões mentais que antes não eram tão desenvolvidas quanto agora. Em pouco tempo, pessoal, o COB resolveu, o Comitê Olímpico Brasileiro, resolveu utilizar o trabalho psicológico como uma forma de evitar o desastre que nós tivemos na última Copa do Mundo. A partir daquela experiência foi aberta, então, a possibilidade da entrada desses profissionais que são muito qualificados.
Então fica aqui meus parabéns aos meus colegas que estão lá no Rio de Janeiro trabalhando com muito afinco e recebendo os elogios tão merecidos dos atletas que nós estamos acompanhando pela televisão e pelo evento. Então é muito bacana. Você vê os profissionais falando nitidamente qual é o tipo de trabalho.
O Arthur Zanetti disse que utilizou a mentalização. Falando em mentalização, que é tão importante para a modalidade que ele pratica, que mostra, então, as diferenças na execução de alterações neuromusculares que propiciam, então, ao Arthur Zanetti, uma melhora significativa nos movimentos que ele executa. Então, por exemplo, na argola, ele pode mentalizar passo a passo todos os movimentos que ele precisa executar.
Mas antes disso, ele precisa compreender o espaço em que ele está, compreender a pressão que a torcida vai exercer sobre ele, depois compreender como ele está fisicamente no momento e como ele gostaria de estar, e depois ir imaginando lentamente todos os movimentos, todas as alterações emocionais de pensamento, de comportamento e alterações fisiológicas do movimento. Isso tudo, pessoal, diminui demais a ansiedade, proporciona confiança ao atleta para que ele consiga, então, desenvolver o seu melhor papel. Rapidamente, nós temos uma mudança muito fértil no campo da psicologia do esporte.
Podem esperar que os profissionais procurarão os atendimentos diferenciados da psicologia do esporte para que eles tenham um melhor desenvolvimento no esporte. Eu vou ficando por aqui e dúvidas, comentários, basta a gente se encontrar daqui a pouco, aqui embaixo, no seu texto. Um abraço.
