Como Pensar o Tempo e Modelo das Sessões em Academias

Escrito por Academia do Psicólogo | Jul 30, 2016 12:40:00 AM

Como podemos definir o modelo de sessão oferecido para as academias em nosso trabalho de psicologia aplicada ao fitness?

Esta é uma das primeiras perguntas que nos fazemos, pois, na faculdade aprendemos muito sobre psicologia clínica no modelo de consultório com sessões de 45 minutos. O problema da ênfase neste modelo, é que perdemos de vista o quanto podemos fazer pela instituição e pelos nossos clientes de outras formas que não sejam dentro do setting terapêutico.

A escuta é sempre clínica, mas o modelo de sessão oferecido não precisa ser.

Quando uma academia abre as portas para que nós, psicólogos, possamos auxiliá-los nas mais diversas formas, usualmente a demanda inicial é para o trabalho junto aos clientes. E, também usualmente, é para que os seus clientes atinjam os objetivos que descreveram no contato inicial, mas, estariam com grandes dificuldades. Seja emagrecimento ou ganho de massa muscular.

No recebimento desta demanda o psicólogo já pode atuar apenas percebendo o que há por trás desta demanda.

Que, em inúmeros casos, a academia acreditou na “fantasia de cura” trazida pelo cliente de que este realmente deseja resultados físicos. Mas, ao não conseguir mudança corporal no prazo de semanas, meses, o que está errado não é o treino ou a dieta: mas, sim, a falta de percepção das reais necessidades do cliente.

Possibilidades de intervenção

O psicólogo já pode, aqui, auxiliar a academia a pensar melhor sobre o seu processo de entrevista inicial.

Por que não oferecer um processo de anamnese adicional em casos onde a academia perceba que exista a necessidade, por exemplo?

Porém, como sabemos que ainda uma das funções primeiras da psicologia é o atendimento clínico voltado especificamente a clientes, teremos que oferecer esse tipo de serviço. O que não podemos perder de vista é que não podemos nos limitar a este modelo. Por mais que a cultura de exigências sinalize para que façamos consultas individuais.

As academias preferem disponibilizar uma sala para o atendimento dos seus clientes.

Isso porque ela visa o conforto dos seus clientes que já estão acostumados a frequentarem aquele espaço. E, talvez, o seu consultório seja em outro bairro ou muito longe dali. E estas salas, via de regra, são boas para uma conversa rápida, consultoria ou anamnese: mas pouco adequadas ao setting psicoterapêutico.

Deixam a desejar quanto a iluminação, conforto térmico e acústico. Não há poltronas confortáveis para uma sessão de quase uma hora. Não tem iluminação adequada à introspeção. O som das músicas da academia adentram a sala com facilidade distraindo a atenção tanto do cliente quanto do psicólogo.

Portanto, gosto do modelo de consultoria/assessoria com duração de trinta minutos.

Nesses trinta minutos você utiliza as primeiras sessões para estabelecer um diagnóstico (com as ferramentas e os protocolos de sua preferência) e, após, seguem as sessões de conversa franca e aberta focadas nas necessidades identificadas. A escuta é sempre clínica, mas a dinâmica das sessões é mais prática e dialogada.

Em caso de necessidade de um atendimento clínico adequado, ofereça esse modelo de forma particular e opcional aos seus clientes da academia. E no seu consultório.

Psicólogo Edu Azevedo

Psicólogo funcional integrativo
@psieduazevedo
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CRP 07/16.290