Como vocês já devem saber, a Psicologia Positiva e seus respectivos temas são desenvolvidos a partir de resultados de pesquisas que utilizam métodos científicos criteriosos.
Diante dos resultados oriundos desses estudos e, ainda, a partir de aprofundamento de hipóteses e reflexões, esta abordagem é envolvida por diversas teorias sobre algumas de suas temáticas.
Dentre essas teorias, uma das mais conhecidas – apesar de já ter sofrido transformações - é a chamada Teoria da Felicidade Autêntica, desenvolvida por Martin Seligman, notoriamente, denominado como Pai da Psicologia Positiva.
Instituída em 2002, trata-se da primeira teoria de Martin Seligman com base na Psicologia Positiva, e sua investigação concentra-se na felicidade, sendo promovida através de três elementos que podem ser definidos e devidamente medidos. (SELIGMAN, 2009; SELIGMAN, 2011)
Divulgada no Brasil com o livro traduzido para o português com o próprio nome da teoria, a partir de seus três elementos, Seligman define quatro diferentes “vidas boas”, partindo do que seria a mais simples para a forma mais complexa, que é construída com base nas três primeiras. (JORGENSEN & NAFSTAD, 2004)
A emoção positiva, o primeiro elemento, representa o que sentimos, a saber: prazer, entusiasmo, êxtase e conforto e, quando conduzimos uma vida com êxito neste elemento, temos o que o autor chama de “vida agradável”.
Tais emoções segundo o autor, podem estar associadas ao presente (prazeres físicos, prazeres maiores, como enlevo e conforto), ao passado (satisfação, contentamento, orgulho e serenidade) e ao futuro (otimismo, esperança, confiança e fé) (SELIGMAN, 2009; SELIGMAN, 2011)
Já o segundo elemento, o engajamento, é concebido como uma posição de entrega: entregar-se completamente sem se dar conta do tempo transcorrido e ocorre quando se perde a consciência de si mesmo numa atividade envolvente. No caso deste elemento, Seligman afirma que é essencial utilizarmos nossos talentos e forças pessoais. As pessoas que vivem com este objetivo têm o que o autor chama de “vida engajada”. (SELIGMAN, 2009; SELIGMAN, 2011)
Chegando ao terceiro elemento, denominado sentido, este significa que devemos viver com sentido e propósito para pertencer e servir a algo maior que nós mesmos. Segundo o autor, esse sentido pode ser vivido através de instituições criadas pela humanidade que permitem isso: a religião, o partido político, a família, movimento ecológico entre outros. (SELIGMAN, 2011) A partir deste elemento, Seligman (2009) define a “vida significativa” que considera como a utilização das suas forças e virtudes pessoais a serviço de algo maior. (SELIGMAN, 2009,)
Com a vivência desses três elementos, Seligman (2009) define a “vida plena” que consiste em experimentar as emoções positivas do passado e do futuro, sentindo os sentimentos que vem dos prazeres, buscando gratificação abundante no exercício das forças pessoais e aproveitando essas forças a serviço de algo maior para obter significado. (SELIGMAN, 2009)
No caso desta sua teoria, o padrão de mensuração utilizado é a satisfação com a vida que é feita a partir de um relato subjetivo, tendo-se como seu objetivo, aumentar esta satisfação. (SELIGMAN, 2009; SELIGMAN 2011)
A Teoria da Felicidade Autêntica passou por reformulação depois de 2002, passando por diversas mudanças e culminou na segunda teoria de Seligman, publicada em 2011 denominada Teoria do Bem-estar, a qual é foco de outro artigo do IBRPP aqui na Academia do Psicólogo.
Contudo, a leitura e conhecimento da Teoria da Felicidade Autêntica é essencial para a compreensão da proposta inicial do trabalho de Seligman no campo da Psicologia Positiva.
Não percam!
Cada vez mais a psicologia tem se posicionado como uma ciência não apenas capaz de “tratar” as pessoas, mas também de ajuda-las a tornarem-se “a melhor versão de si mesmas.” O IBRPP - Instituto Brasileiro de Psicologia Positiva tem a missão de disseminar os conhecimentos científicos da Psicologia Positiva tanto do ponto de vista teórico quanto prático.