Conhecendo a ACT
No vídeo de hoje, faremos uma imersão na Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT) através de uma conversa franca e esclarecedora. Weslley Carneiro, compartilhará conosco sua experiência e os insights que o levaram a adotar a ACT como parte de seu repertório terapêutico.
Para enriquecer ainda mais nossa discussão, Weslley convida a psicóloga Erica Faria, uma profissional com grande conhecimento na área da ACT. Juntos, eles desvendarão alguns dos conceitos fundamentais desta abordagem, como a aceitação, o compromisso e a atenção plena, e como esses elementos podem transformar a maneira como lidamos com a vulnerabilidade na terapia e na vida.
Transcrição
Olá pessoal, tudo bem? Já tem um tempinho que eu não apareço por aqui, né, para trazer atualizações, mas a gente… acho que o motivo desse vídeo é exatamente isso, é dizer um adeus e também dizer um olá. Uma mudança que está acontecendo, vocês devem ter percebido alguma orientação entre os canais, e com a gente não seria diferente. E eu quero explicar para vocês um pouquinho do que que… como foram essas mudanças, como que eu cheguei a elas, o que que aconteceu.
Para quem ainda está me vendo pela primeira vez, eu sou Weslley, e eu idealizei aqui para a Academia do Psicólogo o canal CogniMundi, onde a gente tinha uma proposta inicial de falar da terapia cognitivo-comportamental e das terapias contextuais. Isso envolve a ACT, envolve a PAP, envolve Mindfulness, envolve terapias de aceitação e compromisso, terapia focada na compaixão. E aí, eu acabei me dando conta de que talvez fosse abraçar coisa demais.
E foi um movimento todo de perceber o que que eu dava conta de fazer, o que que eu poderia entregar e principalmente de aceitar, que se eu não necessariamente achasse que eu tinha que dar conta de tudo, de trazer todos os conteúdos, eu talvez poderia focar naquilo que eu sei fazer de melhor e conseguir também trazer isso de uma forma melhor para a academia. Então, em resumo, acho que todo mundo ganha. Mas o que que é um recado muito importante que eu queria deixar? Não que eu não acredite nessas coisas que eu vou deixar de falar.
A primeira questão é que eu acho que tem gente que fala muito melhor. E a outra, e eu acho que pelo menos alguém já deve ter passado por isso, é importante a gente saber que quando a gente fala de psicologia, a abordagem é uma ferramenta, é aquilo que nos veste e nos ajuda a ter um pouco mais de assertividade quando a gente vai cuidar, quando a gente vai acompanhar os clientes. E eu acho que o que eu passei foi exatamente isso.
Então, eu brinco de dizer que a terapia cognitivo-comportamental é como se fosse uma calça muito bonita. E eu acho que ela vai vestir bem outras pessoas agora. Eu acho que ela vai dar essa segurança, essa sustentação que essas pessoas mostram.
O que hoje não acontece comigo com a mesma intensidade. Eu tenho buscado entender cada vez mais sobre a ACT, sobre o Mindfulness, que é um pilar dessa abordagem. E isso tem me ajudado muito a não só adquirir mais segurança, mas também trazer melhores resultados para a clínica, para os meus pacientes.
E fora a mudança interna que isso gera na gente. E aí, como eu já venho trazendo para vocês, eu acredito muito no senso coletivo. Quando a gente se une a outras pessoas com o mesmo propósito, isso tende a ajudar, tende a tornar as coisas mais fáceis.
Então, foi por isso que nesse novo modelo, nesse novo canal, eu conto agora do meu lado com uma parceira já de estrada que está há algum tempo comigo e me mostrando as coisas boas que a ACT tem para trazer, o que ela pode fazer para os nossos pacientes. E foi através dela que eu tomei gosto e nada mais justo que dividir esse novo formato com ela. E aí, eu apresento para vocês hoje a Erika Faria, que vai falar um pouquinho sobre ela, sobre a trajetória dela e fala um pouquinho do que a gente vai ver aqui no canal.
A partir de agora, ficamos nós dois à frente desse conteúdo. Espero que vocês gostem.
Então, eu sou a Erika.
Eu só estou nesse desafio com ela mesmo, porque o convite dele é muito importante para mim, porque a amizade dele é muito importante para mim. E é muito desafiador para mim estar aqui, mas eu quero compartilhar com vocês um pouquinho de tudo o que eu tenho aprendido. Há dois anos atrás, eu entrei por esse caminho de conhecer a terapia e de aceitar sem compromisso e comecei a viajar pelo Brasil, fazendo vários cursos com pessoas que foram formadas com os criadores da bondade.
E eu tenho aprofundado muito nesse estudo. Isso tem feito muita diferença na minha vida, na minha prática clínica, com os meus profissionais, com os profissionais que eu tenho convivido e ensinado um pouco de tudo isso que eu tenho aprendido. Então, para mim tem sido muito gratificante, tanto conhecer essa bondade quanto poder compartilhar sobre ela.
Então, eu queria, nesse momento, estar me apresentando um pouquinho para vocês e a gente vai começar agora a conversar sobre algumas coisas, sobre vulnerabilidade, sobre aceitação, sobre conexão, coisas que a ACT fala muito e que a gente está aqui para mostrar um pouquinho sobre isso. Para mim é muito desafiador estar fazendo isso, é muito difícil estar fazendo isso, porque o meu território sempre foi o consultório. Então, entre quatro paredes eu sempre me senti muito segura.
Então, estar aqui nesse momento é muito difícil, é uma atitude de vulnerabilidade extrema, porque eu sempre tive muita vergonha de me expor, principalmente diante de câmeras. Mas eu acredito muito que a gente pode contribuir muito para as pessoas e para o mundo quando a gente sai para fora, quando a gente abre a porta e permite que a gente possa explorar, se possibilita explorar novas realidades e mostrar para as pessoas também o que a gente faz, permitir que as pessoas entrem ao lado de nós. Isso causa um impacto muito grande, uma transformação muito grande.
É sobre isso que a gente vai conversar um pouquinho hoje, sobre vulnerabilidade, sobre conexão, sobre compaixão, sobre a gente aceitar o caminho da gente, ser o que a gente é. Eu acho que isso que o Francesco Passos tem muito a ver sobre isso que a gente vai conversar hoje. É muito difícil a gente viver algo que a gente não acredita, é muito difícil a gente falar sobre coisas que não combinam com a gente, que não cabem na vida da gente. Eu acho que esse lugar que a gente está entrando é um lugar de autenticidade, de você poder ser quem você é, de você aceitar a sua história, aceitar a sua vida, aceitar tudo aquilo que você tem vivido e saber que isso pode contribuir muito para outras pessoas e para que outras pessoas discutirem as histórias delas.
Hoje a gente decidiu começar pela vulnerabilidade e por que explorar esse ponto do lado de cara. A vulnerabilidade tem um papel muito forte dentro da ECT. Eu acho que à medida que ela for tomando corpo e cada vez se tornando mais presente no nosso cotidiano, no mundo dos psicólogos, vocês vão começar a perceber que é uma forma de ser terapeuta que seria quase impossível e inviável se ela não causasse uma transformação interna na pessoa.
No terapeuta, que é quem se propõe a oferecer suporte para alguém. E pensar em vulnerabilidade eu acho que é um pouco do que eu e a Erica estamos fazendo aqui hoje. A Erica falou um pouco do desafio dela de estar de frente para a câmera.
Esse também, por mais que algumas pessoas que já estão me acompanhando talvez não acreditem ou não achem, isso é muito difícil para mim. E aí eu descobri que não é eu esperar as coisas ficarem fáceis ou se resolverem para eu poder encarar. Mas esse processo, quando a gente fala de ECT, quando a gente fala de vulnerabilidade, quando a gente fala de presença, como você tem visto que a gente fala o tempo todo aqui, ele está em reconhecer o que você talvez precisa para fazer as coisas serem mais fáceis.
Se você pensa naquela expressão, está com medo, vai com medo mesmo, o que pode deixar esse medo um pouco mais fácil? Então, está aqui com quem eu confio, com quem eu gosto, com quem eu sei que tem muita coisa boa para poder dizer para nós, e que me ensina, me traz essa um pouco mais de tranquilidade, mas não elimina a tal da vulnerabilidade que é um exercício. Parece que é diário para o terapeuta. E é disso que a gente vai falar um pouquinho hoje.
Como é que você sente na pele ter vulnerabilidade? Como é que isso que você não já viu com história? É uma disto de coragem. Acho que vulnerabilidade tem muito a ver com coragem. Há pouco tempo eu aprendi que coragem é uma palavra que o sentido dela significa agir com o coração.
Eu acho que isso se resume muito à prática de um terapeuta ex. Nós somos muito movidos por essa presença de nos conectar a outro, nos conectar à história do outro, a entender assim como que o outro sofre. Eu também posso sofrer com ele, sentir com ele as dores, mas também as alegrias.
E eu também posso compartilhar com ele um pouco das minhas dores, das minhas alegrias. E quando eu faço isso, muitas vezes eu talvez acabo caindo em algo que é uma dúvida que talvez a universidade coloque sobre nós. A gente não tem que ter uma isenção? Será que a gente não tem que ter um distanciamento? Será que a gente pode falar da gente mesma? Mas aí a gente, por essa autenticidade, por essa coragem, e a gente sabendo que essa autenticidade e essa coragem aproximam mais, nos aproximam mais do outro.
Isso torna as coisas um pouco mais leves de serem conclusivas. Eu acho que um dos grandes desafios que a gente vai ter aqui no canal talvez seja traduzir um pouco das terminologias que a ECT utiliza. Eu não sei se você partilha da mesma sensação que eu tenho, mas assim, os livros em português que saem para a ECT, eles têm uma visão quando você olha no primeiro olhar assim, parece autógrafo.
E isso é uma coisa que eu vi, que eu me divirto, e que eu tenho certeza que é engraçada pela forma como é feita a leitura do brasileiro desse material. Eu espero realmente que mude. Mas por que eu estou falando isso? Os termos que a gente vai trazer para cá, se eles não forem esclarecidos, se a gente não falar sobre eles, talvez a gente escolha se perder.
Por exemplo, quando a gente fala em vulnerabilidade, eu não sei para vocês, mas a primeira coisa que me vinha na cabeça era isso que a ECT acabou de trazer. Será que eu vou precisar me expor? E aí, a vulnerabilidade ela entra, ela surge como uma forma de se relacionar que ela também não tem nada a ver com uma exposição excessiva ou com uma exposição intencional, se revelar para poder conseguir ganhar a atenção do paciente. Na minha opinião, eu vejo muito mais como uma postura, como uma forma de estar.
E sem racionalizar, estou sendo demais, estou sendo menos, e para mim é muito claro que a melhor referência talvez seja o termômetro que a gente vai criando na relação com o paciente. E a gente consegue se sentir realmente autêntico. Uma outra palavra, eu acho que é a questão da aceitação.
Aceitação é ficar parado, esperando as coisas acontecerem? Aceitar é se abrir para a experiência. É você não fugir da sua vida, você não fugir da sua experiência. É você abrir-se para tudo aquilo que surge dentro da sua pele, dentro do seu corpo, dentro da sua mente.
Entender que isso faz parte da sua história. Que isso faz parte de ser quem você é. Eu só posso tornar o meu espaço de aprendimento um espaço de mudança, de desdobramento quando o outro compreende que ele é tudo o que ele pode ser. E a partir do reconhecimento desse ser que vive todas essas coisas, que sente todas essas coisas, aí sim eu posso mudar.
Aí sim eu posso me transformar. Então eu acho que é um espaço de mudança. É um espaço de diálogo com a nossa própria realidade.
Não de fuga com a nossa realidade. Porque muitas vezes as pessoas procuram se livrar das coisas que sentem. Eu não quero mais sentir ansiedade, eu não quero mais sentir depressão.
Mas na verdade tudo isso que você sente faz parte da sua história, faz parte da sua vida. E você até hoje tem feito várias coisas para se livrar de tudo isso. Parece que não vai dar certo.
Então você chega a um terapeuta et, a nós, e a proposta é acolher isso que está acontecendo com você. Eu agora estou acolhendo o meu medo, acolhendo a minha vergonha e fazendo algo com ela. Mesmo me sentindo tudo isso dentro de mim.
Então eu acho que parte por esse princípio. Eu não nego que eu esteja sentindo medo agora de estar diante da câmera. Eu não nego que eu esteja morrendo de vergonha.
Eu não nego que eu esteja cheia de dúvidas acerca das coisas que eu estou falando, mas isso é tudo que eu sou. E isso é tudo que eu posso dar para vocês. Eu acredito que a partir do momento que eu me aceito, que eu acolho o que eu sou, eu também favoreço que o outro faça também esse movimento.
Que o meu paciente também faça esse movimento. Se abrindo para a vida dele. Acolhendo tudo que ele é. Para a partir disso, ele poder ser tudo que ele quiser ser.
Isso que você falou é muito importante. E acho que é o que eu vejo com a maior frequência. Como se fosse uma linha que encaixa todos os casos mais diferentes que eu recebo.
É como se todo mundo que passasse pela porta do consultório viesse com uma ideia de que precisa de um conserto, que precisa tirar alguma coisa ou precisa colocar alguma coisa. Quando uma das premissas das premissas de ser um terapeuta é realmente acreditar que aquele ser humano tem dentro dele todas as ferramentas possíveis para poder se relacionar diferente com aquela experiência que é tão incômoda. E a gente sente isso na pele.
Quando a gente fala, quando você mencionou por exemplo a questão de coragem. Coragem é uma coisa que fica na minha mente o tempo todo. Das pessoas citarem em mim e eu me vejo extremamente covarde.
Então, eu estou citando isso para que a gente consiga transmitir para vocês que quase sempre essa maior vulnerabilidade, esse maior calcanhar de Aquiles ele sempre vai estar ligado a algo que é muito importante. Algo que dá sentido para a sua história, que te ajuda a transitar de uma forma mais positiva ou mais firme e que te ajuda a acreditar que você está no caminho certo. Que você está indo em direção a algo que dá sentido para a sua história.
Sim, a sua dor te trouxe a pouquinho. Você apagar a sua dor, você apagar a sua luta, a sua ansiedade, o seu medo. Você também apaga a trajetória que você construiu.
Os anseios que você teve a luta suave que te trouxeram um pouquinho. Eu acho muito importante e eu acho muito interessante a história do Stephen Hayes que é o terapeuta principal que criou a abordagem de terapia, de aceitação e compromisso. Ele conta na história dele, ele é um cara que sofre de síndrome de pânico.
Há muito tempo, há 30 anos ele teve o primeiro ataque de pânico. E há alguns anos atrás ele teve de novo o ataque de pânico. Teve um dia que ele estava tendo um ataque de pânico, ele acordou de madrugada e ele estava com a cabeça sentado no chão com a cabeça entre os joelhos e ele a mente dele começou a dizer você está tendo um ataque cardíaco lipermendência, você está tendo um ataque cardíaco.
E dizer que na cabeça dele ele via o médico chegando dizendo para ele assim, Dr. Hayes você não está tendo um ataque cardíaco, isso é um ataque de pânico. E ele ficava todo empolgado. E aí, um dia ele estava chegando para dar uma palestra e ele começou a sentir uma ansiedade muito grande e naquele momento ele se lembrou ele se fez uma pergunta perguntando assim, quantos anos você tem? E ele falou assim oito, nove.
E aí ele foi remetido a uma história de quando ele era criança, o pai dele chegava ao colo dele em casa e gritando com a mãe dele e julgando uma mesinha e ele achando vai ter sangue, meu pai está batendo nela e ele fez toda uma história na cabeça dela e ele chorou muito e naquele momento ele teve muito medo. Então quando ele estava ali prestes a entrar para dar aquela palestra ele se lembrou foi ele que me trouxe até aqui foi esse menino de oito, nove anos que me fez ter esse seu psicólogo foi esse menino de oito de oito, nove anos que me fez ter tanto respeito pelo ser humano pelo adoro humano e me trouxe até aqui.
Então eu não posso expulsar o Daniel eu não posso expulsar essa experiência da minha vida eu tenho que acolher essa experiência ele se fez uma promessa naquele dia, ele se prometeu o seguinte, eu nunca mais vou fugir da minha experiência, da minha própria experiência eu nunca mais vou fugir da minha própria vida eu acho muito bonita essa história dele que é um clássico de que nós precisamos honrar as nossas dores e trazer as nossas dores para perto de nós para que elas sejam mesmo um sinal, um sinalizador de que tudo que a gente é hoje é porque de alguma maneira isso nos atraiu para essa vida que a gente vive contar essa história deles para mim pelo menos tem um significado muito importante de entender que alguém que estudou tanto que trabalhou tanto para idealizar um modelo de terapia e essa pessoa mesmo com toda a experiência que ela foi acumulando, ela consegue reconhecer que ao entrar no palco ao entrar lá na frente para poder falar com as pessoas a cabeça dela não é porque ela se tornou experiente que vai deixar de contar historinhas por isso que o medo vai deixar de aparecer saber que ele é quem está lá na frente e eu essa formiguinha aqui saber que eu posso sentir medo deixa a coisa muito mais confortável e é com medo que eu estou aqui é com medo que eu convidei a Erica com medo de ela dizer não de falar, olha, não tem nada a ver comigo é com medo que eu vou iniciar cada um dos nossos vídeos mas de acordo com o que a gente está dizendo, Erica é com medo mesmo que a gente vai e talvez foi o medo que trouxe a gente até aqui eu venho para cá para estar de frente à câmera, estar de frente para vocês numa situação que ela não é realmente confortável mas se eu abrir mão e optar pelo conforto eu acabaria me privando de uma coisa que é muito importante poder me relacionar com pessoas transmitir conhecimento ver outras pessoas se apropriando e se aproximando o que eu acho muito importante é que eu tenha sentido essas informações em mim como humano, como terapeuta e como cada paciente que eu atendo.
Então é uma honra poder partilhar desse momento e é por isso que a gente se dispõe a sofrer é um sofrimento mas é como se a gente tivesse se dispondo a sofrer porque isso é muito importante se conectar com você, fazer com que a nossa história contribua para a sua história fazer com que tudo aquilo que a gente acredita que a gente tem desenvolvido chegue até você e assim como está mudando a nossa vida mude também a sua vida assim como está mudando o nosso olhar mude também o seu olhar é isso pessoal, acho que essa é a primeira coisa que a gente tinha para poder trazer e eu acho que se eu fosse tentar resumir o trabalho que a gente faz dentro do consultório, eu acho que é trabalhar com valor, é fazer terapia com algo que é muito condizente com o que a gente acredita e com o que a gente idealiza como ser humano também, então é um trabalho que realmente é muito gratificante e que seria quase um absurdo guardar só para a gente é isso pessoal é com satisfação dividir agora essa história com você e até o próximo vídeo pessoal, até mais.
